quarta-feira, 10 de junho de 2009

Mais que meros detalhes...

"Certo dia acordei de bem com a vida. Despertei logo cedo e assim abri as persianas do meu quarto e deixei o sol entrar. A poeira sendo vista pelos leves raios solares que ali da minha janela iluminavam o ambiente. O cheiro de inverno, o céu azul como aquarela e aquela pantufa de pelinhos esperando para ser vestida me deram a entender que a vida é sim, um mistério.
Sentei lá fora, junto aos meus cachorros e com um livro na mão comecei a ler. Mas de acordo com que a leitura ia se estendendo minha mente ia se deslocando. Fixei o olhar naquele pardal tomando um ar, sentado no muro do quintal e pensei no que ele poderia estar pensando.
Aquela simples imagem ali, me fez lembrar da minha infância. Na qual caçavamos pássaros, mas logo depois a gente soltava, pelo fato dele ter sua família, amigos e namorada. E toda essa inocência infantil - ou não - tornou-se algo que prevalece até hoje na minha vida. Aquele pardal poderia ter 'falado' aos seus amigos que iria dar uma voltinha e logo voltava, mas sem saber do que possivelmente estava por vir. Acabar com a vida daquele animal, poderia muito bem ser tão trágica como a perda de parentes e amigos que se foram sem aviso prévio.
Existem aqueles que acreditam no sexto sentido. Eles veêm, preveêm e sentem que o pior está por vir. Pode até ser, mas nem sempre é confiável. Conheço famílias de amigos que já perderam pessoas por puro mistério; um ataque cardíaco, acidente ou até mesmo algo já esperado, mas para um futuro distante.
Olhar aquele pardal me fez crer novamente que devemos começar agora a agir. Nunca deixar para depois o que pode ser feito instantâneamente. Algo pequeno pode se tornar uma bela surpresa se deixada para mais tarde. E vi também que a nossa liberdade, como a de um pardal, é momentânea e misteriosa.
Pois então se quer fazer, faça; se quer falar, fale; se quer perguntar, pergunte; se quer amar, AME. Sem medo de se arriscar, sem medo de errar. Medo é um apelido que damos para a nossa vergonha de tentar. E muitas vezes uma pequena tentativa fará uma grande diferença."


Escrevi este texto por um motivo: um amigo meu está internado em uma situação complicada. Eu rezo e torço para que ele se recupere logo. Força, rapaz!

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